Nordeste é Oportunidade de Negócios



PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) DO NORDESTE

O Nordeste saiu vitorioso da crise econômica e cresceu 2,2% no primeiro semestre de 2009. A estimativa surpreende em um Brasil que encolheu 1,46% no período. O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco registrou alta de 3,8%; o de Ceará, 2,8%; e o da Bahia, 1,6%. Juntos eles respondem por dois terços da riqueza local.

Três fatores foram vitais para fazer com que a região crescesse mais que o Brasil na crise, explica Rands, professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco. Para começar, o Nordeste exporta pouco. O que os nordestinos chamam de "exportação" é a venda de seus produtos para Sul e Sudeste. Como o consumo das famílias no Brasil foi o salvador geral da pátria, as empresas "exportadoras" se saíram bem. Em segundo lugar, a crise gerou incertezas e perturbou o humor das indústrias, sobretudo as do setor de bens de capital. Mas como estas se concentram no eixo São Paulo-Rio-Minas, o impacto no Nordeste foi menor.

Essas duas realidades não afetaram a confiança do nordestino, o terceiro fator em favor da região. O consumidor continuou comprando e se endividando para comprar mais. Confiaram na promessa de marolinha do presidente conterrâneo, Luiz Inácio Lula da Silva. "O efeito político foi grande.

O PIB nordestino contribui com uma fatia ainda inferior a 15% do PIB nacional. Porém crescer mais que o Brasil em meio à crise diz respeito a um terço da população brasileira que vive no Nordeste. Desde 2003, início do governo Lula, a região tem registrado PIBs superiores ao do País. A exceção foi 2007, o ano de crescimento recorde em que houve problemas localizados em algumas indústrias nordestinas. Mas a diferença foi pequena: 5,7% do Brasil ante 5,1% do Nordeste.

Quem visita o Nordeste para além das capitais litorâneas percebe que o avanço das economias vem ocorrendo também no interior. O comércio dos pequenos municípios adquiriu outro status. Com dinheiro no bolso, o consumidor passou a atrair grandes empresas. Na década de 90 elas podiam se dar ao luxo de concentrar as atividades no Sul e Sudeste, mas agora elas correm atrás dos nordestinos. Em 2003, pouco mais da metade das famílias pobres possuía televisão a cores, hoje 88,7% delas têm. Telefone celular: saltou de 10,5% para 55%. Indústrias alimentícias que antes enviavam as mercadorias para as regiões Norte e Nordeste vêm montando bases locais e acabam comprando matéria-prima da própria região.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091011/not_imp449046,0.php

(Domingo, 11 de Outubro de 2009)

Previsto para ser construído ao longo de cinco anos, o Le Parc precisou ter seu cronograma adiantado para atender à demanda. Em menos de um ano, 1000 de seus 1138 apartamentos foram vendidos, a preços que variam de 421000 a 1,1 milhão de reais. “Planejávamos começar as obras com apenas cinco obras”, diz Antônio Andrade Jr., de 43 anos, presidente da Cyrela Andrade Mendonça, uma junção de empresas baiana (Andrade Mendonça) e paulista (Cyrela).

Obras gigantes já estão em curso, como nos portos de Suape, em Pernambuco, Pecém, no Ceará, ou a duplicação da BR-101, que liga o litoral Pernambucano ao do Rio Grande do Norte. No total, 52 bilhões de reais devem ser injetados na economia local nos próximos cinco anos, de acordo como levantamento do Anuário EXAME de Infraestrutura 2008.

Essa combinação fez com que o Nordeste acelerasse sua marcha econômica – o aumento da renda gera mais consumo, que gera mais produção, que gera mais investimento. De setembro de 2008 a setembro de 2009, o Nordeste apresentou o maior crescimento em vagas formais de trabalho do país.

O efeito direto dessa mudança de cenário é uma mobilidade social sem precedentes.

O maior indício de renovação no ambiente de negócios do Nordeste é certamente a capacidade de atrair investidores. “O apelo da região migrou de uma espécie de compaixão para o crescimento acelerado”, diz Tania Bacelar, sócia da consultoria pernambucana Ceplan e ex-secretária de Política de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional.

O crescimento do mercado nordestino não passou despercebido pelas grandes companhias instaladas no Sul e no Sudeste. Apenas no Banco do Nordeste, os financiamentos sextuplicaram, passando de 2 bilhões em 2003 para 13,3 bilhões de reais em 2008.

O Le Parc – incrustado na capital da Bahia – é o maior empreendimento residencial em construção no Brasil. Dezoito torres, cada uma com pelo menos 16 andares e 64 apartamentos, são construídas ao mesmo tempo, num terreno de 1000 metros quadrados.

De acordo com o estudo, a previsão de crescimento no Nordeste em 2009 é de 1,3%, superior ao índice do Brasil (0,2%). Em 2010, o crescimento na região nordestina também deve ser maior do que o do País. A estimativa é somar 4,73% de crescimento. Já o Brasil deve atingir 4% de avanço.

Quando se fala em varejo, o Nordeste também sai na frente do resto do País. De janeiro a junho, as vendas varejistas cresceram 5,24%, ultrapassando a média nacional, que estacionou em 4,43%. Segundo o Datamétrica Consultoria, a vitalidade do consumidor nordestino é alimentada pelos programas de transferência de renda do governo federal, a oferta de crédito e a desoneração tributária, que contemplou, por exemplo, o mercado de automóveis.

A produção industrial do Nordeste apresentou decréscimo. Ainda assim, o recuo foi menor do que o registrado no Brasil. No primeiro semestre deste ano, a queda foi de 8,67% na região, comparado com o mesmo período de 2008.

No país inteiro, a retração da indústria foi de 12,76%. Apenas o segmento de celulose cresceu. O setor teve ganho de 0,15%. Mas comparando mês a mês, a performance da economia nordestina teve a segunda alta consecutiva.

Em junho, o crescimento industrial da região superou o índice de maio em 2,9%. A indústria baiana, dona de cerca de 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste, foi a que mais sentiu os efeitos da crise econômica mundial. No primeiro semestre de 2009, o recuo chegou a 10,2%. Pernambuco (-8,9%) e Ceará (-6,8%) também tiveram quedas significativas.

O Nordeste, como o Brasil, passou por várias fases em seu processo de desenvolvimento. Nos últimos 20 anos, temos visto os governos dos estados da região tomar algumas medidas de política econômica semelhantes. Essas medidas tiveram várias repercussões e resultaram em alguns avanços para a região em termos específicos de crescimento econômico.

A comparação com outras regiões na atual conjuntura pode levar a uma falsa impressão de que o Nordeste está crescendo mais que o Brasil e que este crescimento é permanente. Na verdade, o Nordeste é beneficiado por fatores conjunturais que têm permitido uma expansão da produção de um modo geral. Também o emprego tem crescido, mas a renda e o mercado interno não acompanham esse quadro positivo. Desse modo, a sua sociedade ainda não experimenta o verdadeiro desenvolvimento.

É importante ressaltar que uma região com baixo crescimento histórico como o Nordeste, responde mais fortemente a novas medidas e investimentos do que uma região com crescimento econômico mais forte e consolidado historicamente, como é o caso do Sul e Sudeste. Isto é, quando não se tem uma economia sólida e bem estruturada, qualquer investimento leva a um impacto muito maior, relativamente, do que o impacto gerado em regiões já mais prósperas.

O que aconteceu nos últimos anos no Nordeste reflete assim alguns fatores peculiares. Um ponto muito importante é a influência percebida nas políticas públicas dos organismos internacionais como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que financiaram e financiam boa parte dos investimentos dos governos da região.

O perfil gerencial exigido pelos órgãos fez com que os governos adotassem novas posturas e novas ações. Os planos de desenvolvimento passaram a levar em consideração novos fatores e boa parte da infra-estrutura hoje existente (que ainda é pouca) foi construída a partir desses financiamentos. Também a onda advinda da chamada "guerra fiscal" teve um impacto forte nos índices da região. Muitas empresas do Sul, nos setores têxteis e calçados, principalmente, vieram se instalar no Nordeste em busca de benefícios fiscais e custos menores com infra-estrutura e trabalho.

Contudo, essas empresas vieram atraídas por benefícios que tornam a sua instalação aqui algo não sustentável. Na medida em que os benefícios acabem, elas podem rapidamente se instalar em outro local. O principal problema é relativo à questão trabalhista. A maioria dessas empresas (não todas) não emprega diretamente os trabalhadores, mas contrata cooperativas, o que não garante qualquer direito e ainda paga salários bem baixos. Para uma região com carência de postos de trabalho, realmente há um crescimento no emprego, mas a renda não melhora e isto camufla a alta informalidade do mercado de trabalho em toda a região.

Um ponto importante a ser ressaltado é o não fortalecimento do mercado interno no Nordeste. Na medida em que há um aumento pequeno no emprego, mas não na renda, temos que a produção tem que ser vendida fora daqui, o que, no longo prazo, pode ser decisivo para a saída das empresas, ou para a não vinda de novas empresas.

Se analisarmos os dados relativos ao comércio exterior no Brasil, temos que, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações brasileiras no acumulado de 2006 cresceram 13,46% até junho e no Nordeste o crescimento foi de 19,06%. Já na região Sul as vendas externas caíram em 0,24% nos primeiros seis meses de 2006. As exportações estão intimamente relacionadas ao câmbio. O Nordeste, de um modo geral, tem sua pauta de exportações altamente baseada em produtos primários, não manufaturados. A exportação desses produtos é menos afetada, pois são matérias primas. Seu valor é baixo em relação aos produtos manufaturados, processados. São esses produtos que compõem a pauta de importações das outras regiões, que estão com mais dificuldade nessa época de Real valorizado.

No que tange a agricultura, a seca no Sul e o câmbio baixo levaram dificuldades para outras regiões. O produtor de soja, por exemplo, sofreu elevada descapitalização, o que afetou seu consumo. Enquanto isso, segundo o IBGE, o Ceará deverá colher este ano a melhor safra dos últimos 10 anos, com crescimento de 124,85% em relação à safra do ano passado. Mais uma vez, são fatores conjunturais que estão nos beneficiando. O clima ajudou, não ocorreu seca, nem choveu demais. O resultado foi uma boa produção.

Mas ainda não temos nem como comparar os índices de produtividade das lavouras nordestinas com as lavouras do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Além disso, nossa produção é basicamente de grãos com pouco valor, para consumo interno em grande parte, e de qualidade pouco competitiva. A infra-estrutura ainda pequena e as dificuldades de logística são outros fatores que também atrapalham uma melhor performance da agricultura do Nordeste. Se quisesse crescer mais o Nordeste teria problemas com água, energia, armazéns ou estradas em quantidade e qualidade adequadas.

Nas regiões Sul e Sudeste existe um estoque de investimentos em infra-estrutura e logística. Facilmente, com a superação desses fatores conjunturais, a região volta a crescer com taxas melhores. Além disso, a população residente tem muito mais acesso à educação e à informação, o que é o maior diferencial positivo, especialmente no que diz respeito à renda. Um trabalhador no Sul e Sudeste ganha mais e isto fortalece o mercado interno consumidor e alavanca a economia local.

Assim, por esta rápida exposição, podemos avaliar que o relativo crescimento apresentado pela região Nordeste nos últimos anos, chamado até de "Milagre" por alguns jornalistas, pode ser apenas passageiro, como todo "milagre" na economia.... Este é o problema do Nordeste. O recente crescimento de alguns índices econômicos na região está pautado em medidas que nem sempre se sustentam ao longo do tempo, ou em fatores conjunturais não controláveis.

É bem verdade que a região de um modo geral melhorou consideravelmente suas condições de produção, mas ainda está longe de oferecer uma estrutura competitiva que garanta investimentos produtivos de longo prazo.

Para o turismo ecológico e natural, há no Nordeste áreas privilegiadas, como a Chapada Diamantina, os Parques Nacionais de Sete Cidades, Serra da Capivara e Lençóis Maranhenses, o Delta do Rio Parnaíba - internacionalmente conhecidos por suas belezas e diversidade biológica, além de diversos outros atrativos.

O Nordeste é atrativo para diversos tipos de turismo. Para o turismo de praia e resorts, a Região oferece milhares de quilômetros de praias tropicais, muitas das quais apenas parcialmente desenvolvidas, outras ainda inexploradas. São, em média, 300 dias de sol por ano. São incontáveis as praias que o litoral Nordeste oferece.

O patrimônio histórico e cultural também é muito rico, destacando-se as cidades coloniais de São Luís e Olinda, consideradas patrimônios culturais da humanidade, e ainda Salvador, primeira capital do Brasil, com sítios históricos recuperados, assim como Recife, área que foi dominada por holandeses no século XVII.

O turismo no Nordeste tem sido importante na atração de populações, tendo em vista as múltiplas possibilidades de investimento, a geração de renda e de emprego, a implementação de infra-estrutura básica, a existência de paisagens naturais e a melhor qualidade de vida. Esse quadro tem favorecido a dinamização e ampliação de diversas atividades, tais como: o comércio, o setor imobiliário, a prestação de serviços, o setor de transportes, além de aumentar arrecadação de impostos e ampliar o mercado formal e informal de trabalho.

Nesse contexto, é evidente que a atividade turística tem se constituído em um fator importante para a atração de um considerável contingente populacional para a área litorânea nordestina, seja como migrante, na busca de emprego, de melhor qualidade de vida ou para investir no próprio setor turístico ou afim, seja na condição de turista, em busca das paisagens paradisíacas.

A cidade de Salvador era antigamente chamada de Bahia, inclusive por moradores do próprio estado. Também já recebeu alguns epítetos, como o de "Capital da Alegria", devido a seus enormes festejos populares, como o seu carnaval, e "Roma Negra", por ser considerada a metrópole com maior percentual de negros localizada fora da África. Hoje, volta-se a se chamar Salvador e tem atualmente um lugar no Registro Histórico Nacional por seu rico conjunto arquitetônico, num dos locais mais famosos do estado – o Pelourinho – tombado como Patrimônio da Humanidade, Centro Cultural do Mundo.

O Nordeste oferece ainda rico folclore e artesanato, gastronomia característica e uma grande diversidade de festas populares, além de condições climáticas extremamente favoráveis (sol o ano inteiro), localização estratégica, próxima aos grandes mercados mundiais e novas potencialidades de bons negócios em agribusiness, turismo, softwares, confecções, indústria de transformação entre inúmeros outros setores. Por todos esses fatores, pode-se afirmar que o Nordeste disponibiliza algumas das mais interessantes oportunidades de negócios.

O desenvolvimento da indústria de turismo no Nordeste comprova a transformação de um potencial rico e diversificado em empreendimentos fortes e rentáveis, que cada vez mais tornam realidade os sonhos de muitos empreendedores e investidores que chegam à Região atraída por sua qualidade de vida e boa infra-estrutura.

Em nível nacional, a Região já é destino preferencial da maioria dos brasileiros; para o mercado internacional, é uma alternativa a destinos tradicionais como os resorts do Caribe, com a vantagem de possuir um rico e diversificado acervo cultural - que está, cada vez mais, sendo descoberto por viajantes da Europa, Estados Unidos e América Latina.

A melhoria da infraestrutura ajudou. Muitos aeroportos foram ampliados, há 200 vôos por semana entre a Europa e o Brasil e, com preços a partir de 220 libras (cerca de R$ 920), o país está tão acessível quanto a Flórida ou o Caribe.”

A região Nordeste do Brasil tem sido alvo de uma explosão de investimentos por partes de grupos turísticos e imobiliários internacionais. É consenso entre os especialistas que a região será um dos maiores destinos turísticos e de segunda residência do mundo dentro de alguns anos. Para fortalecer a segurança na captação e geração de investimentos na região, empresas, associações, entidades, governos estaduais e governo federal têm aumentado o seu empenho em promover o Nordeste Brasileiro junto a potenciais investidores.

  • É a única região tropical do planeta que não é afetada por terrorismo ou desastres naturais, como furacões, terremotos e tsunamis.
  • Mais de 3.300 quilômetros de praias tropicais deslumbrantes com mais de 300 dias de sol por ano.
  • Hospitabilidade de seu povo, que recebe bem os visitantes e incentiva a realização de bons negócios.
  • Preços extremamente atraentes no mercado imobiliário e o baixo custo de vida, especialmente comparados com a Europa.
  • O sistema de saúde privado é de excelente qualidade, o que imprime segurança para os visitantes.
  • A região possui uma cultura diversificada e o folclore é forte entre seu povo. Cada estado preserva suas próprias raízes e cultura, o que torna o Nordeste Brasileiro um verdadeiro mosaico de ritmos, danças e hábitos.
  • O Nordeste Brasileiro apresenta uma culinária variada com pratos típicos feitos a base de ingredientes próprios da região (milho, macaxeira, carne seca), frutos do mar e doces e sucos de frutas tropicais (caju, cupuaçu, cajá, graviola). A gastronomia nordestina é singular, pois reúne a influência de vários povos - índios, africanos e europeus - agregada aos elementos encontrados em cada estado.
  • 1,6 milhão de km2 de encantos naturais, onde são reveladas paisagens fascinantes, como o Parque dos Lençóis no Maranhão - verdadeiro paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais -, Chapada Diamantina – região de serras, localizada no centro do estado da Bahia, que se destaca por sua vegetação exuberante e formações naturais, como a Cachoeira da Fumaça, que tem 380 metros de queda livre – e Cânions do Rio São Francisco – paredões rochosos que brotam das águas do São Francisco e são bastante procurados pelos interessados em praticar esportes radicais.