Hidrografia

As bacias hidrográficas do Nordeste correspondem a 18% das bacias brasileiras, colocando a Região em terceiro lugar, atrás apenas das Regiões Norte e Centro-Oeste. No entanto, apesar de sua extensão territorial, a hidrografia nordestina é considerada modesta devido ao caráter intermitente e irregular de boa parte de seus rios, cuja condicionante principal é o clima semi-árido, que domina grande parte da Região.

    A rede hidrográfica do Nordeste é constituída principalmente pelas seguintes bacias:

  • Bacias Maranhenses: Constituída pelos rios Itapecuru, Mearim, Grajaú, Pindaré e Turiaçu, todos rios perenes, alimentados por uma pluviosidade média de 1.000 a 1.800mm.

  • Bacia do Parnaíba: Com área de cerca de 338 mil km², banha quase todo o Estado do Piauí, 9,8% do Ceará e, aproximadamente, 17% do território do Maranhão. É representada principalmente pelo rio Parnaíba, de vazão perene.

  • Bacias do Nordeste oriental: São constituídas pelos rios Acaraú, Curu, Jaguaribe, Apodi, Piranhas, Paraíba do Norte, Capibaribe e Mundaú. Localizam-se em áreas com escassez de precipitações e de curta estação chuvosa.

  • Bacias de Sergipe e Bahia: São formadas pelos rios Vaza Barris, Itapicuru, Paraguaçu, Contas, Pardo e Jequitinhonha. Estes rios têm seu baixo curso numa área de pluviosidade elevada, sendo que, as bacias superiores da Vasa Barris e do Real localizam-se em terras semi-áridas.

  • Bacia do São Francisco: Compreende uma área de 487 mil km² e suas cabeceiras situam-se em áreas de precipitação abundante. O São Francisco tem a sua origem fora dos limites da Região Nordeste, em Minas Gerais, banhando ao longo do seu percurso terras dos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. O rio tem um significado muito especial para a Região, pelo que representa na vida sócio-econômica do nordestino.

  • Açudes: Diante do problema da escassez de recursos hídricos, dezenas de açudes foram construídos no Nordeste. As grandes obras de açudagem têm sido realizadas pelo poder público, visando o abastecimento da população sertaneja e a irrigação de terras. Dentre os principais açudes, vale destacar o Armando Ribeiro Gonçalves, no Rio Grande do Norte, que tem a maior capacidade de armazenamento de água, 2,4 milhões de metros cúbicos. O Orós, segundo maior, situa-se no Ceará e tem capacidade de armazenamento de 2,1 milhões de metros cúbicos.